Três décadas de exclusividade e paixão: João Saraiva e o percurso singular da Importempo
Data de Publicação: 01.09.2026

Nesta entrevista exclusiva, João Saraiva, fundador e diretor da Importempo, revela os bastidores de um percurso ímpar que transformou uma pequena representante de marcas relojoeiras numa referência nacional ao longo de 30 anos. Entre memórias, conquistas, projetos e desafios, João Saraiva partilha os valores, as estratégias e as histórias que moldaram a Importempo, destacando a importância da exclusividade, da proximidade e da paixão autêntica pelo universo relojoeiro português.

Qual é o percurso do João e como surgiu a ideia de criar a Importempo?

Aos 22 anos, enquanto frequentava a faculdade na área de Economia e Gestão, iniciei um part-time numa empresa familiar de relógios. Meia dúzia de anos depois, surgiu a possibilidade de me tornar representante de uma marca francesa de alta-costura em Portugal. A Façonnable era fortíssima ao nível de moda e decidiu lançar uma linha de relógios e outros acessórios. Não descansei enquanto não cheguei ao contacto com eles. Na altura, as distâncias eram mais acentuadas e a comunicação mais difícil, mas, ao fim de mais de um ano a insistir por carta ou fax, fui convidado para falar com os dirigentes e consegui sair de Genéve com a representação exclusiva para Portugal. Decidi que era o momento de me lançar no meu próprio projeto e abri a Importempo.

Quando percebeu que a Importempo tinha lugar consolidado no mercado?

Quando abri a empresa, fui bater à porta das melhores joalharias e relojoarias do país. Procurei em revistas, nos rodapés dos anúncios publicitários, os nomes dos joalheiros das melhores marcas, como Cartier ou Rolex. Fiz a minha lista de clientes-alvo e fui contactando um a um, mostrando o meu projeto, que começou com uma apresentação em Lisboa. Para minha surpresa, nesse dia consegui a presença de praticamente todos os joalheiros e jornalistas que convidei.

A minha chegada ao mercado gerou alguma curiosidade, pois naquela altura a marca de um relógio era normalmente de origem relojoeira. Não havia marcas de moda, especialmente se fosse um relógio masculino, e a Façonnable era uma marca de alta-costura. Havia quem dissesse: “Ah, isso é uma marca de roupa, não de relógios. Mas o certo é que consegui a adesão de todos os parceiros com quem quis trabalhar. Após meio ano de existência, a Importempo tinha a sua marca nas mais prestigiadas joalharias e relojoarias do país. Aí percebi que a Importempo tinha um futuro pela frente.

Descubra a entrevista na íntegra na revista My Star Luxury 14.

Categoria: Entrevistas

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