Numa altura em que conflitos armados, crises humanitárias e catástrofes naturais marcam o quotidiano de milhões de pessoas, os Médicos Sem Fronteiras (MSF) surgem como uma das organizações mais presentes no terreno. Numa entrevista à NOMOS Glashütte, Christian Katzer, diretor executivo dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) da Alemanha, fala sobre os desafios atuais, a importância da solidariedade e o papel do tempo na medicina de emergência. A entrevista surge após o lançamento da edição especial 2025 de relógios mecânicos para a secção alemã dos Médicos Sem Fronteiras.
Quais são neste momento as regiões que exigem uma resposta mais urgente por parte da vossa organização?
Penso, por exemplo, nas pessoas no Sudão. A guerra tem prosseguido desde abril de 2023 entre as forças armadas sudanesas e as Forças de Apoio Rápido. Onze milhões de pessoas foram deslocadas devido à violência, o que equivale aproximadamente à população da Grécia. Os Médicos Sem Fronteiras têm mais de 1.700 colaboradores a trabalhar no Sudão, a fornecer ajuda médica e psicológica, água potável, alimentos e bens de primeira necessidade. Contudo, ainda há muito trabalho a fazer.
A NOMOS Glashütte tem mantido uma parceria de longa duração convosco através de edições especiais de relógios. Qual é o impacto deste tipo de colaboração?
Além de contribuir diretamente para o financiamento das nossas operações, esta parceria comunica valores e sensibiliza a sociedade para as crises humanitárias. É um apoio duplo: financeiro e de consciencialização. E isso é extremamente valioso.
As edições especiais da NOMOS destacam o número 12 a vermelho no mostrador, como símbolo de resposta a emergências humanitárias. Até que ponto o tempo é determinante no vosso trabalho?
O tempo é crucial. Temos capacidade para chegar a qualquer crise mundial em 72 horas com equipas, equipamentos e medicamentos. Ao longo dos anos, desenvolvemos um sistema logístico para isso — com caixas de emergência pré-preparadas e já despachadas para a alfândega. O tempo também é crucial para os nossos médicos. Em situações onde muitas pessoas feridas chegam ao mesmo tempo, realizam o que se chama triagem: uma avaliação rápida da urgência do tratamento de cada pessoa. Têm cerca de 30 segundos para o fazer. Isto porque o tratamento médico imediato pode ser essencial, por exemplo, em cirurgias de emergência.
Leia a entrevista completa na revista My Star Luxury 14.





